7 dicas essenciais para o planejamento e controle de obras
  • julho 24, 2019
  • IBEC Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos
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7 dicas essenciais para o planejamento e controle de obras

O planejamento e controle de obras segue os mesmos princípios, independentemente do porte da construção. Um projeto envolve várias atividades, equipes e etapas, e somente com um planejamento é possível avaliar os riscos e oportunidades do projeto.

Ao elaborar um plano de gerenciamento, o gestor consegue antecipar imprevistos, estudar o projeto e verificar quais são as melhores soluções. Isso porque é nesse momento em que é elaborada a previsão de insumos, prazos, equipes e custos envolvidos na obra.

Sabemos que estruturar os planos não é uma tarefa fácil, e por isso, listamos 7 dicas essenciais para o planejamento e controle de obras. Confira!

1. Delimite o escopo da obra

O escopo é a definição das entregas do projeto, bem como quais itens não fazem parte dessa definição. Nele serão delimitados parâmetros como:

  • objetivos do projeto;
  • requisitos envolvidos;
  • características e sistemas construtivos;
  • premissas e restrições;
  • riscos e oportunidades do projeto;
  • estrutura analítica do projeto (EAP);
  • estimativa de custos e prazos;
  • parâmetros para aceitação.
  • características dos entregáveis do projeto;
  • stakeholders do empreendimento.

Determinar quais itens pertencem e quais não compreendem a execução da obra é o primeiro passo para elaborar o planejamento. As equipes de projeto devem adequar o programa de necessidades e compatibilizar os sistemas construtivos — essa etapa é preliminar à execução, mas extremamente importante.

2. Gerencie os suprimentos

O gerenciamento de aquisições está relacionado a todas as outras áreas da execução da obra, como equipe, produtividade e cronograma. Coordenar os suprimentos é planejar a obtenção de produtos e serviços que serão necessários para obra. E como os itens são de fornecedores externos, é importante verificar algumas informações como prazo e condições de entrega.

Por esse motivo, o gestor deve sempre antever as necessidades. Isso quer dizer que, ao programar as aquisições da próxima etapa, é possível:

  • organizar o recebimento;
  • evitar atrasos;
  • conferir os quantitativos;
  • agir preventivamente em casos de imprevistos;
  • evitar dias parados na obra.

Quando falamos em suprimentos, também é necessário dimensionar e prever as áreas para armazenamento de materiais. Por isso, elabore um layout do canteiro de obras e pense na funcionalidade e nos ganhos de produtividade da equipe. Por exemplo, é indicado que as baias de armazenagem de brita, areia e cimento fiquem próximas a betoneira — uma medida simples como essa impacta em menos tempo de transporte de insumos.

3. Controle o fluxo de caixa

O fluxo de caixa é uma ferramenta de gerenciamento financeiro onde são lançadas as entradas e saídas de valores no decorrer do tempo — ou seja, são projetadas as receitas, despesas e saldo em caixa em períodos determinados.

Também é importante acompanhar o desempenho entre previsões e realizações. O controle do fluxo de caixa é uma forma organizada de monitorar as movimentações financeiras e tomar decisões estratégicas. Assim, os dados obtidos também poderão servir de parâmetros para outras obras semelhantes no futuro.

4. Conheça os documentos da obra

Os documentos da obra compõe a parte burocrática da definição de escopo. Depois dessa etapa, são elaborados os projetos e memoriais — o gestor deve conhecer toda essa documentação. Dessa forma, é possível delimitar os planos de ação, cronogramas e programações para execução da obra.

Verifique antes do início da execução a interferência entre os sistemas e a compatibilização de projetos. Conhecer bem o escopo e os documentos do projeto permitem que o gestor adote decisões estratégicas perante os possíveis riscos.

5. Elabore a EAP e lista de atividades

A Estrutura Analítica de Projeto (EAP) é o documento que divide o escopo do projeto de forma hierárquica e em pequenos pacotes de atividades. Essa subdivisão facilita o gerenciamento dos pacotes de serviço, e quanto mais detalhada for, mais preciso será o cronograma e mais administráveis serão os pequenos grupos de atividades.

Na EAP são detalhadas as entregas de ordem mais geral para a mais específica. Um exemplo desta subdivisão é:

  • fechamento da edificação;
  • levantamento das alvenarias;
  • assentamento dos tijolos;
  • aplicação de argamassa entre as peças cerâmicas.

6. Desenvolvimento do cronograma

O cronograma é a estimativa de tempo necessário para execução de cada atividade e para obra em geral. Uma boa dica é elaborar o documento baseando-se em estimativas paramétricas. Para isso, busque referências de obras semelhantes para estimar o tempo de execução de cada serviço.

No cronograma preste atenção às atividades do caminho crítico — aquelas que causarão maior impacto no cumprimento de prazos e no tempo geral da obra. Durante a elaboração do calendário, verifique folgas e estimativas adequadas especialmente para os itens prioritários.

As atividades consideradas no cronograma serão detalhadas na EAP do projeto, portanto, quanto mais detalhada for, mais preciso será. Lembre-se de que variáveis externas como condição climática poderão impactar na execução, e por isso, você deve documentar todas as referências de produtividade e duração, pois, tais informações servirão como lições aprendidas para empresa.

7. Monitore o desempenho da obra

Deve-se dedicar um bom tempo para o planejamento da obra, mas tão importante quanto planejar é acompanhar e monitorar as atividades. Isso porque, somente ao mensurar os resultados obtidos, é possível traçar o comparativo entre planejado e realizado.

Verificar as previsões e estimativas é muito útil para empresa, pois, além de perceber quais são os possíveis gargalos em obras, é gerado um banco de dados importantíssimo. As lições aprendidas e informações coletadas ao longo de um projeto podem servir como base de pesquisa para situações futuras.

Como exemplo, se na obra A a equipe teve um problema de desempenho, verifique quais foram as medidas adotadas e quais são aplicáveis ao projeto corrente. Planejar e controlar adequadamente as obras permite entregar produtos de acordo com os requisitos de qualidade, dentro do orçamento estimado e respeitando os prazos de entrega.

Ser um bom gestor é uma combinação de preparação e experiência. Por outro lado, a gestão não precisa ser uma atividade complexa. Por isso, é importante que você conheça as melhores ferramentas e técnicas de gestão, pois, ao adotar práticas e sistemas que simplifiquem a atividade, seu trabalho será mais produtivo.

Investir em conhecimento é a chave para ter mais oportunidades em sua carreira. Pensando nisso, o curso de planejamento e controle de obras do IBEC apresenta as melhores práticas e conceitos de gerenciamento de obras e projetos. Então, entre em contato conosco e saiba mais!

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