Entenda a relação entre gerenciamento de obras e Engenharia de Custos!

Entenda a relação entre gerenciamento de obras e Engenharia de Custos!

O gerenciamento de obras é uma tarefa complexa e fundamental para o sucesso de qualquer projeto. Ela envolve diversas variáveis, como planejamento, viabilidade, monitoramento e a solução de problemas cotidianos dos colaboradores envolvidos no empreendimento. Na intenção de ser bem executada, ela exige que profissionais qualificados tomem à frente.

O que diversas pessoas não sabem sobre essa atividade, porém, é que existe uma estreita relação entre ela e a Engenharia de Custos, um ramo da área que atua em toda gestão financeira da obra. Saber um pouco mais sobre cada um dos segmentos tende a facilitar essa compreensão e, consequentemente, permite uma atuação completa e bem-sucedida.

Se você deseja se aprofundar no tema, não deixe de conferir as informações deste artigo!

O que é o gerenciamento de obras?

Por ser um trabalho que exige bastante atenção, foco e proatividade, o gerenciamento de uma obra vai muito além da papelada. Ele aborda desde a ideia do cliente até a entrega do projeto final e está relacionado a todos os processos do empreendimento. Em outras palavras, sem esse profissional em cena, é impossível atender a todos os requisitos complexos que podem cercar as obras.

Principais etapas

Apesar de cada especialista atuar de uma forma — condizente com os pormenores do projeto — é possível citar algumas etapas que abrangem a sua prática. A primeira delas é o já citado estudo de viabilidade. Ele avalia os custos e as possibilidades de que o projeto dê certo. Além disso, ele é responsável por conferir se compensa investir no projeto.

Controle de gastos

Com os dados em mãos, caso haja um sinal verde, é hora de estudar o orçamento. Nesse momento, o engenheiro de custos já pode entrar em cena. Ele trará uma visão aprofundada do cenário, analisará gastos com materiais, burocracias, mão de obra, apresentará métricas e conferirá se todos os requisitos serão cumpridos corretamente com os recursos disponíveis.

Planejamento

Em seguida, é hora de planejar o projeto em si. Delegar funções, organizar fluxos financeiros e de trabalho, delimitar o cronograma e colocar as melhores ferramentas e tecnologias à disposição são algumas das atividades realizadas nessa etapa. A gestão de prazos é um dos principais pontos para garantir o sucesso do empreendimento.

Qual é a importância de um cronograma bem estruturado?

Essa é uma dificuldade comumente percebida no gerenciamento de obras. Contudo, isso é compreensível, uma vez que não é tão simples quanto parece organizar o fluxo de trabalho de forma a abordar, confortavelmente, todos os profissionais envolvidos nos processos. Mesmo assim, é fundamental buscar por um cronograma completo e funcional.

Ao alinhar os prazos solicitados por fornecedores e prestadores de serviço e dedicar um período aos imprevistos — considerada uma estratégia de segurança —, garante-se que tanto os colaboradores quanto o cliente final fiquem satisfeitos. Afinal, possibilita-se a entrega do projeto no prazo sem que os trabalhadores tenham que sofrer com esgotamentos.

Além disso, é preciso considerar que um cronograma mal estruturado confunda a equipe. Sem o correto direcionamento, ela não saberá qual é o melhor momento para executar as tarefas que estão sob sua responsabilidade. Nesse sentido, como um profissional voltado às finanças do empreendimento é capaz de auxiliar?

De quais maneiras a Engenharia de Custos pode ajudar?

A cooperação entre um gestor de obras e um engenheiro de custos traz grandes vantagens na hora de elaborar de um cronograma adequado. Ela também ampara todas as etapas cumpridas pelo gerente.

Alivia a carga do gestor

O engenheiro verifica a viabilidade financeira de direcionar funcionários a determinados processos, adquirir o material necessário para cumprir prazos e negociar com fornecedores, por exemplo. Dessa forma, acaba impactando, diretamente, a tomada de decisões. Outros pontos que se destacam nessa colaboração incluem:

  • análise de risco, mantendo os insumos adquiridos dentro do orçamento;
  • estimativa de gastos, garantindo que haja o cumprimento dos requisitos solicitados pelo cliente sem que custos extras entrem em cena;
  • controle de mudanças, calculando o que possíveis imprevistos podem causar em termos de impactos;
  • análise econômica, prevendo a saúde do projeto em relação ao mercado, etc.

Não é difícil perceber que todos esses pontos impactam o gerenciamento de obras, certo? Sem pontualidade na hora de calculá-los, o gestor tende a ficar sobrecarregado. Com isso, o andamento do projeto é prejudicado e toda a cadeia produtiva é afetada. A união entre os profissionais é fundamental!

Cálculo do BDI

Esse é outro ponto importante no qual o engenheiro de custos atua. Os benefícios e despesas indiretas são fatores imperativos na precificação adequada e no custo total de uma obra. Para esse fim, o especialista avalia todos os gastos indiretos que geram impacto e os somam aos diretos.

Essa tarefa exige precisão e cuidado, sendo realizada, idealmente, pelo profissional devidamente certificado na área. Alguns custos indiretos incluem:

  • tributos;
  • gestão interna;
  • garantias;
  • custo do contrato;
  • seguros, etc.

Avaliação de desempenho

Esse é um fator fundamental para o sucesso da obra. Afinal, seu correto andamento vai muito além da delimitação do cronograma — e precisa funcionar na prática. Juntos, tanto o gerente da obra quanto o engenheiro de custos realizarão o monitoramento do projeto.

Isso fará com que verifiquem o desempenho do orçamento, se a quantidade de imprevistos é aceitável, quais pontos podem ser otimizados, etc. Dessa forma, a obra caminhará atingindo o desempenho possível e resultará em processos pautados por atenção, cuidado e previsibilidade.

A gestão de projetos adequada de um empreendimento é fundamental ao sucesso de qualquer projeto. Por ser uma atividade complexa, caminhar junto à Engenharia de Custos é uma excelente forma de garantir que o orçamento correto seja definido e gerido.

Além disso, essa atitude estimula a criação de um cronograma concretizável, que ampara os colaboradores e que compactua com a fluidez dos processos em seu máximo potencial. Se você já trabalha em alguma dessas áreas, invista na capacitação contínua e mantenha-se alinhado ao mercado para garantir sempre os melhores resultados no gerenciamento de obras.

E aí, gostou deste conteúdo? Se você se interessa pela constante aprendizagem em relação à área de engenharia, não se esqueça de deixar seu comentário abaixo e de enriquecer a discussão!

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